O MERCADO DO LIVRO NA ERA DA TECNOLOGIA
11
novembro
2012

Vivemos na era do conhecimento e da informação. Opções eletrônicas para a leitura, como o E-book, o Kindle, o Reader, entre outros formatos, já estão no dia a dia dos novos leitores, que crescem convivendo com as tecnologias de última geração e não têm dificuldades com o novo. Para os pessimistas, o livro impresso e o exercício do livreiro estariam com os dias contados, quase uma visão apocalíptica do fim dos tempos. Mas o livreiro é persistente e não é nesse cenário que ele acredita.


Acreditamos que cada vez mais o livreiro reconheça que as livrarias brasileiras, assim como no mundo, passam por um período de grande transformação. Acompanhar e adotar as novas tecnologias é um dos caminhos. O livro físico não desaparecerá das prateleiras das livrarias, mas o eletrônico, rapidamente, estará presente em nossa vida e caminhará paralelamente ao livro físico, sem sombra de dúvida.

Sabemos do risco de fechamento de livrarias de pequenos e de médios portes, por causa principalmente da concorrência desleal, provocando uma concentração ainda maior do setor. Isso nos leva à compreensão de que não serão os livros eletrônicos e as novas tecnologias os nossos principais predadores. Nos últimos anos, temos presenciado o fechamento de livrarias tradicionais, que têm o livro como seu principal produto (entre 80% e 90% de seu faturamento) e que não conseguiram derrotar a concorrência. Mas também identificamos um amadurecimento do setor: um total de 90,91% dos livreiros entrevistados deverá investir em outros segmentos de seus negócios até o fim de 2012, um aumento de 12,78%, comparativamente ao ano de 2011.

As livrarias brasileiras, como formadoras de leitores, podem, em suas atividades, transcender a venda passiva do livro: elas já são verdadeiros centros culturais e de entretenimento, prestadoras de serviços e ampliam seus ambientes para outros produtos correlatos, sem descartar sua missão principal, que é a de fomentar a leitura. Dessa forma, elas podem, sim, voltar a ganhar espaço em localidades mais distantes, tornando-se agentes transformadores de uma triste realidade: a falta do hábito de ler.

Deixe um Comentário